03/08/08

VISITA GUIADA AOS CAMPOS DE BATALHA

Uma breve nota para esta actividade que decorreu no dia 19 de Julho p.p.
Trinta e cinco pessoas calcorrearam os caminhos da Roliça e do Vimeiro, com o excelente guia que é Pedro Fiéis, investigador de História, especialista da Guerra Peninsular.
Não havia sinais de guerra, claro. Mas lá estavam os lugares onde tantos homens se defrontaram até à morte. Paisagens de grande beleza que acentuam o absurdo do confronto armado. Só um grande silêncio de dorida memória pode erguer-se como tributo de homenagem a tantos heróis anónimos que regaram de sangue aqueles sítios.



Mapa da Batalha da Roliça

Mapa da Batalha do Vimeiro


Moinho de Brilos, Bairro de Nº Srª da Luz, (Óbidos). Terá sido aqui que se deu o primeiro confronto entre ingleses e franceses na Guerra Peninsular



Roliça. Zona do primeiro ataque inglês às posições francesas



O professor Pedro Fiéis explica

Alto do Picoto, na Columbeira, perto da Roliça. Segundo ataque às posições francesas


Memorial ao Coronel Lake, comandante do 29º regimento inglês, morto na batalha da Roliça. Edificado, anos mais tarde, por antigos companheiros de armas que re-visitaram o lugar da batalha. Ainda hoje lá está, no meio dos campos...



Monumento comemorativo da batalha do Vimeiro, erigido naquele lugar aquando do centenário, em 1908

Aspecto actual da casa onde foi assinado o primeiro documento do armistício, no Vimeiro, e que, depois de ratificado, ficou conhecido por Convenção de Sintra



Fotos (C) Vedra

3 comentários:

André disse...

Caríssimos,

a propósito da foto da casa no Vimeiro, onde se diz ter sido assinada a suspenção de armas, quero referir que convivemos com duas teses 'oficiais': a de Torres e a da Lourinhã, sendo que parece que cada uma puxa a brasa à sua sardinha... se a mais lourinhanense diz ser nessa casa, a torreense diz ter sido na Quinta da Maceira, onde terá sido também instalado um 'hospital de sangue'. Esta 'tese' aparece por exemplo na monografia de A dos Cunhados e está bem patente no Museu Municipal, onde nclusive se expõe um móvel (bufete) da dita quinta, sobre o qual se afirma ter sido assinada a dita suspensão. Sinceramente, não sei qual das duas poderá ser a verdadeira...
Quanto à outra afirmação, que esta suspensão de armas depois de ratificada constituíu a chamada convenção de Sintra, quero dizer que os textos dos dois tratados são diferentes... embora parte das cláusulas da convenção esteja já na suspensão, outras há que foram alvo de negociação até 29 de Agosto, quando o Estado Maior inglês assina o texto.
Já agora, estive a ler pela internet o que se dizia destes temas e vi o artigo da wikipedia sobre a convenção de Sintra. Eu bem sei que é a wiki, mas fiquei surpreendido com o facto de se dizer por lá que a convenção de Sintra foi assinada pelas partes a 30 de Agosto (até aqui só tem o reparo de os ingleses a terem assinado no dia anterior) no Palácio de Queluz. Alguém me sabe explicar em que se poderá basear esta afirmação? Onde é que podem ter ido buscar isto? Não sei a partir de que data o Estado Maior inglês parte para Sintra, mas pelo menos a 29 ainda estava em Torres Vedras...'diz-se' que o governo inglês foi informado da convenção a partir de Sintra e por isso ela ficou assim conhecida, mas em que data foi dado esse conhecimento? Tenho curiosidade em saber isso e não o encontrei escrito em lado nenhum...

um forte abraço,

André

Vedra disse...

Não creio estarem aqui em causa teses lourinhanenses ou torreenses, temos que nos cingir aos documentos oficiais, sendo certo que as várias datas e locais onde é discutido o texto final propiciem a confusão. Para mais esclarecimentos sobre esta e outras matérias é aguardar a publicação de um novo livro sobre a primeira invasão, que incluirá textos inéditos sobre a dita convenção.

Vedra disse...

Um ultimo ponto não referido, para mim seria melhor referirmo-nos à convenção como Torres Vedras- Queluz e não Sintra.